Eu, que sempre teci sonhos de delicadas fibras. Eu, que conjugava os verbos no presente, onde nenhum sentir era abstrato ou impossível, e nenhum pretérito era imperfeito. Nunca concebi o verbo tão fustigado de saudade. Nem a palavra tão lanhada de ausências.

"Dreams..." - Marcyn Klepacki
Escrito por Míriam Monteiro às 20h41
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Teu ausente olhar estilhaça as vidraças da minha alma, rasga as cortinas das minhas pálpebras, dilacera a solidão da minha carne. Embriagada de sonhar esperas, minha alma caminha sem norte. Rotas asas, inúteis versos.

"Dreams" - Desconheço o Autor
Escrito por Míriam Monteiro às 11h36
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O meu amor transcende silêncios. Vai além da memória do tempo e das horas. O meu amor imprime suas marcas, nem sempre belas, na minha alma já tatuada de esperas. O meu amor permanece intacto. Pesado como o ar que te falta, e me rouba o fôlego, leve, como a esperança que me anima. O meu amor desconhece impossibilidades e permanece no ar como uma promessa não feita, mas pactuada. O meu amor não cansa nem dorme. Silente, o meu amor vigia.

Foto - Desconheço Título e Autor
Escrito por Míriam Monteiro às 19h57
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Vem... Sente a minha urgência, embaralha os meus sentidos. Deixa que a poesia da tua boca passeie pela minha pele nua e componha versos livres, numa teia de arrepios. Lava meus olhos dessa tua ausência, e inunda minha alma com o azul dos teus. Ouve o bater descompassado do meu coração, a minha respiração suspensa. Desbrava as minhas sendas, tatua em mim os teus sinais. Vem, que minha alma já não me pertence. Vem e toma o que sempre foi teu.

Foto - Desconheço título e autor
Escrito por Míriam Monteiro às 09h47
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