Que a Paz, a Esperança, a Harmonia e o Amor façam-se presentes em todos os dias do Ano Novo! E que a Poesia permaneça em nós, apesar das dores, apesar de tudo...
"Que eu não perca a LUZ e o BRILHO NO OLHAR, mesmo sabendo que muitas coisas que verei no mundo, escurecerão meus olhos..." Chico Xavier
Feliz Ano Novo!

Anne Geddes
Escrito por Míriam Monteiro às 11h14
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Que os nossos Sonhos sejam de Paz... Que, por mais destroçadas as Esperanças, sempre haja um motivo para retomar o Caminho... Que os nossos Passos, saibam evitar as pedras... Que a trilha seja reta e segura ... Que saibamos guardar os momentos de Alegria e entregar nas mãos do Senhor aqueles em que nos sentimos fracos demais para prosseguir... Que, ao olharmos para o lado, possamos encontrar sempre, o olhar e o sorriso de quem amamos... E que, ao raiar de cada novo dia, possamos olhar o mundo com olhos de Esperança...
Feliz Natal! Um Ano Novo repleto de Alegrias e Sonhos Realizados!
Com imenso carinho, Míriam Monteiro
 Anne Geddes
Escrito por Míriam Monteiro às 14h19
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Avesso Origami
Tento traduzir-te. Perscrutar ínfimos detalhes de poros e minúcias, de desejos e temores. Tento decifrar segredos, tuas horas insones, teu sorriso guardado, teus suspiros contidos, tuas ânsias. Minhas marcas deixadas na tua pele, no teu peito, no eriçar dos teus pelos... Desdobro emoções em ensaiados gestos, e, nesse avesso origami, vou te desconstruindo e te vejo multifacetado, cindido ser de linhas fragmentadas que nunca se completam. Mágico e avesso origami: à medida em que te decifro, eu me desvendo e me traduzo inteira.

"The Circle of Lovers" - Auguste Rodin
Escrito por Míriam Monteiro às 20h39
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Às vezes, crio asas, noutras, tenho pés de barro. Às vezes, meus olhos se iluminam, noutras, sou só tempestade. Às vezes, minha alma canta, noutras, um silêncio abissal me invade. Às vezes, sou luz, noutras, monocromática. Às vezes, sou eu, noutras, falto um pedaço. Às vezes, cantar, noutras, deixo que a saudade fale e espalhe poesia no ar (que me falta).

"Asas" - Anton Corbijn
Escrito por Míriam Monteiro às 10h37
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Planta em mim tuas vertentes, tuas tempestades, teus ventos. Vem crestar minha pele com teu carinho brando ou não. Vem desgovernar os meus rumos, desnortear os meus sentidos, embriagar a minha alma. Vem afagar o meu desejo, calar o meu grito, acender-me chamas. Vem colher o meu canto, transfigurar a face da minha saudade. Deixa-me rebentar em brotação, deixa-me ser perene em teu abraço, estival no teu carinho. Planta em mim tuas sementes, tuas estações. Eu me faço ampla, eu me faço plena, eu me faço terra, para acolher-te inteiro e te guardar sereno, no meu peito apaziguado.

"Desconheço Título e Autor da Foto"
Escrito por Míriam Monteiro às 19h43
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Busco-te com a paciência de quem sabe não haver mais tempo. Busco-te com a serenidade do saber-te perdido. Busco-te assim: minuciosa e pacientemente. Entre os vãos dos meus dedos, encontro-te, mas escorres. Emaranhado nas teias do meu pensamento, encontro-te, e me foges. Pressinto-te entrelinhas e entre letras, mas não te traduzes. E não dissimulas nem me lês. A quietude imposta. Distante, tu me olhas e, ainda assim, teu olhar me desnuda.

"Biblis" - Adolphe William Bouguereau
(Meu agradecimento à Bia , do Blog Aprendiz de Orvalho, pela imagem)
Escrito por Míriam Monteiro às 20h06
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Desnudo-me aqui, em versos que meus lábios não ousam segredar aos teus ouvidos. Desnuda-me a palavra, assim, como quem rasga os véus da alma. E assim, desnudada dos pudores que a palavra guardava, herege, eu me entrego ao teu silêncio, que também me cala. O silêncio que cala a minha alma feito ferro em brasa.

"My Angel" - Martin Zurmuehle
Escrito por Míriam Monteiro às 18h58
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