Poesia Pouca
Sensibilidade rasgada, poesia exposta, sangrada, à flor da pele. Fratura de sentimentos, nessa saudade mal suturada, que nunca cicatriza. Palavra exangue, doida, doída. A saudade circulando entre as veias, exsudando essa tão pouca poesia.

"Morning Song Of Sun" - Vladimir Galvita
Escrito por Míriam Monteiro às 14h49
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Pedra e Pluma
Sigo infinitando horas, sem conceber promessas ou manhãs. Abissal silêncio. O absoluto absurdo de tudo. A profusão de nadas na eloqüência dos silêncios. Perene, perco-me. Efêmero, permaneces (como versos desgarrados de mim). Eu, pedra. Tu, plumas.

"NewImage J.G"
Escrito por Míriam Monteiro às 14h01
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(In)Quietude
Não é sereno o meu mar. Então, eu me faço pequena e mansa, palavra e verso, desfiando pérolas de silêncio e algas. E sigo reinventando começos e poentes. Recrio mãos, renasço toques e corais, e todas as coisas miúdas e ínfimas, que se ocultam, amalgamadas e serenas, no leito de minhas inquietas marés.

"A Onda Enrola Na Areia" - Joaquim José Fialho Martins
Escrito por Míriam Monteiro às 19h38
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