A tua língua-serpente, açoita os meus sentidos e alaga os meus pudores. Tua grandeza cravada em mim, faz desabrochar a absurda flor da minha pele. Dilatados e indecentes, os meus poros, tão impregnados da tua saliva e do teu tato. Bebes o prazer e te traduzes na taça do meu ventre. Cravas a tua indecente garra na pequenêz dos meus segredos em brasa. Vertentes de vento, furacões, cataclismas, tempestade... De tão tua, de tão arrebatada e desmedida, de tão fluida, transbordo, e me reinventas.

"Eternal Spring" - Rodin
Escrito por Míriam Monteiro às 17h01
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