De Algas e Plânctons
Quero o que em silêncio, guardas, e o que mostras sem receio. Quero o que te falta e o que transborda. Quero-te óbvio e quero-te absurdo: poros abertos, asas infladas. Quero o desejo que te cala e os sonhos que teces em segredo. Quero-te o amor mesclado de fascínio e espanto. Mas, quero-te, também, o amor sereno, de algas, moluscos e plânctons. E por querer-te assim, tanto e inteiro, impunemente te guardo no imenso vazio do meu peito.

"Lady Woman" - Jorge Jacinto
Escrito por Míriam Monteiro às 18h05
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