Escrevo como o náufrago, que lança ao mar um pedido de socorro sem aceno ou resposta Escrevo como quem ora a um deus em quem não crê, como o cego que adivinha cores sem as ter. Escrevo como quem tece invisíveis horas, escrevo como quem chora. Inútil, esse meu dedilhar sentimentos. Nenhuma palavra me cura. Nenhuma poesia me resgata ou salva.